Tantra: Sexo e Necessidades Naturais do homem
(Homem neste contexto refere-se a ser humano)
Um princípio geral que aparece nos ensinamentos tântricos é abster-se de suprimir necessidades naturais. Qualquer supressão de nossas necessidades físicas causa uma reação interna, um tipo de distorção que destrói a harmonia interior.
É claro que é importante ter capacidade de distinguir o que é natural e o que não é. O discernimento é a chave para colocar em prática este princípio. Este ponto de vista é único na tradição tântrica; quase sem exceção os outros ensinamentos espirituais prescrevem regras estritas para supressão de funções naturais como fome, sono e principalmente, sexo.
Os Tantras ensinam que a supressão das necessidades naturais é potencialmente danosa para a saúde mental quanto a física e pode conduzir à neurose e à morbidez. Embora a supressão das necessidades naturais possa trazer efeitos desejados temporariamente, o resultado em longo prazo é limitante e a verdadeira evolução raramente é alcançada desta maneira.
Há um conceito errôneo comum de que os ensinamentos tântricos, conduzem à licenciosidade. Ao contrário, o Tantra requer uma grande disciplina e um esforço para abolir doentios hábitos ou hábitos antinaturais. Os textos tântricos declaram que as necessidades antinaturais devem ser substituídas por outras naturais, mas nunca, suprimidas
Aprenda a distinguir o real do irreal; o natural do antinatural dentro de si próprio. Por exemplo, é natural para o corpo necessitar de comida de tempos em tempos, mas é antinatural querer comer a cada 10 minutos!
A primeira necessidade deve ser gratificada e a última, transformada.
Sendo indulgente com as necessidades naturais do corpo e da mente, perde-se a capacidade de reconhecer as verdadeiras necessidades.
Uma vez mais, não suprima necessidades psicológicas autênticas. Se tiver a necessidade de espirrar, vomitar ou ir ao banheiro, vá o mais rápido possível. Se voce desobedecer a estes impulsos naturais, a acumulação de pressão nos órgãos internos pode levar a doenças.
O mesmo princípio se aplica às necessidades sexuais, que devem ser encaradas com um bom senso semelhante. Caso deseje livra-se de um hábito que não é salutar, faça-o gradualmente, substituindo o negativo por um positivo. (Penny Slinger)
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Encarando Ciclos
Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final.
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos.
Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos que já se acabaram.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas possam ir embora. Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará.
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Encerrando ciclos.
Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira.
Fernando pessoa
O que é mais espiritual?
Se você acha que é mais “espiritual” andar de bicicleta ou usar transporte público para se locomover, tudo bem, mas se você julgar qualquer outra pessoa que dirige um carro, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego. Sempre esteja consciente ao se sentir superior.
A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação.
Essas são armadilhas do ego
(Mooji)
Se você acha que é mais “espiritual” não ver televisão porque mexe com o seu cérebro, tudo bem, mas se julgar aqueles que ainda assistem, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” evitar saber de fofocas ou noticias da mídia , mas se encontra julgando aqueles que leem essas coisas, então você está preso em uma armadilha do ego.
Se você acha que é mais “espiritual” fazer Yoga, se tornar vegano, comprar só comidas orgânicas, comprar cristais, praticar reiki, meditar, usar roupas “hippies”, visitar templos e ler livros sobre iluminação espiritual, mas julgar qualquer pessoa que não faça isso, então você está preso em uma armadilha do ego. Sempre esteja consciente ao se sentir superior.
A noção de que você é superior é a maior indicação de que você está em uma armadilha egóica. O ego adora entrar pela porta de trás. Ele vai pegar uma ideia nobre, como começar yoga e, então, distorce-la para servir o seu objetivo ao fazer você se sentir superior aos outros; você começará a menosprezar aqueles que não estão seguindo o seu “caminho espiritual certo”. Superioridade, julgamento e condenação.
Essas são armadilhas do ego
(Mooji)
Quando voce desperta
Quando desperta, você começa a viver a vida de um modo totalmente diferente. Embora sua vida continue a mesma, você não é mais o mesmo. Sua abordagem é diferente, até seu estilo é diferente. Você vive mais consciente, não vai tacteando no escuro. Vive com o coração e não com a cabeça. Sua vida se torna amor, compaixão, se torna uma canção, uma dança, uma celebração. É claro que quem tiver contato com você será infectado – isso é contagioso. É como fogo no mato: vai se espalhando.(Osho)
“OSHO"
“OSHO"
O Amor não deveria ser exigente...
"O Amor não deveria ser exigente, senão, ele perde as asas e não pode voar; torna-se enraizado na terra e fica muito mundano.
Então ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento.
O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele.
ele deveria estar presente, por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado.
Se houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu.
Ele está confinado ao motivo;o motivo se torna sua definição, sua fronteira.
Um amor não motivado não tem fronteiras:
É a fragrância do coração".
( Osho )
Bons Ventos! Namasté!!!
Então ele é sensualidade e traz grande infelicidade e sofrimento.
O amor não deveria ser condicional, nada se deveria esperar dele.
ele deveria estar presente, por estar presente, e não por alguma recompensa, e não por algum resultado.
Se houver algum motivo nele, novamente seu amor não poderá se tornar o céu.
Ele está confinado ao motivo;o motivo se torna sua definição, sua fronteira.
Um amor não motivado não tem fronteiras:
É a fragrância do coração".
( Osho )
Bons Ventos! Namasté!!!
sábado, 24 de maio de 2014
Meditação Andando
A Mediração Budista Andando
Por: Tich Nath Hanh
A meditação andando pode ser muito agradável. Caminhamos lentamente, sozinhos ou com amigos, se possível num belo local. A meditação andando tem como verdadeiro objetivo o prazer em caminhar - anda-se não para se chegar a algum lugar, mas só pelo andar. O propósito é o de se estar no momento presente, tendo plena consciência da respiração e da caminhada, e de se apreciar cada passo. Para isso, devemos nos livrar de todas as preocupações e ansiedades, não pensar no futuro, nem no passado, só vivendo o momento presente. Podemos andar de mãos dadas com uma criança. Caminhamos passo a passo como se fôssemos os seres mais felizes da Terra.
Embora andemos o tempo todo, nosso andar se assemelha mais a uma corrida. Quando caminhamos assim, imprimimos ansiedade e tristeza na Terra. É preciso que andemos de forma tal que só deixemos paz e serenidade sobre a Terra. Podemos todos fazer isso desde que o desejemos muito. Qualquer criança consegue fazê-lo. Se podemos dar um passo assim, poderemos dar dois, três, quatro e cinco. Quando formos capazes de dar um passo cheio de paz e felicidade, estaremos trabalhando pela causa da paz e da felicidade de toda a humanidade. A meditação andando é uma prática maravilhosa.
Quando fazemos meditação andando ao ar livre, caminhamos um pouco mais devagar do que nosso ritmo normal e coordenamos nossa respiração com nossos passos. Por exemplo, podemos dar três passos para cada inspiração e três passos para cada expiração. Podemos, então, dizer, "Inspirando. inspirando, inspirando. Expirando, expirando, expirando." Dizer "Inspirando" serve para nos ajudar a identificar a inspiração. Sempre que chamamos algo pelo seu próprio nome, estamos tornando-o mais real, como quando dizemos o nome de um amigo.
Se os seus pulmões preferem quatro passos em vez de três, dê-lhes quatro passos, por favor. Se eles querem apenas dois, dê-lhes dois. A duração da sua inspiração e da sua expiração não tem de ser a mesma. É possível, por exemplo, que você dê três passos ao inspirar e quatro ao expirar. Se você se sentir feliz, sereno e alegre enquanto caminha, é porque está se exercitando corretamente.
Esteja atento para o contato entre os seus pés e a Terra. Caminhe como se estivesse beijando a Terra com os pés. Já prejudicamos muito a Terra. Agora é a hora de cuidarmos bem dela. Trazemos nossa paz e nossa serenidade à superfície da Terra e compartilhamos a lição do amor. É tendo isso em mente que caminhamos. De quando em quando, ao ver algo bonito, podemos querer parar para contemplação - de uma árvore, uma flor, crianças brincando. Enquanto olhamos, continuamos atentos à nossa respiração, para não sermos enredados por nossos pensamentos e assim perdermos a beleza da flor. Quando quisermos voltar a andar, é só começar de novo. Cada passo que dermos criará uma brisa fresca, renovando nosso corpo e nossa mente. Cada passo fará uma flor se abrir aos nossos pés. Isso só é possível se não pensarmos no futuro nem no passado, se soubermos que a vida só pode ser encontrada no momento presente.
Por: Tich Nath Hanh
A meditação andando pode ser muito agradável. Caminhamos lentamente, sozinhos ou com amigos, se possível num belo local. A meditação andando tem como verdadeiro objetivo o prazer em caminhar - anda-se não para se chegar a algum lugar, mas só pelo andar. O propósito é o de se estar no momento presente, tendo plena consciência da respiração e da caminhada, e de se apreciar cada passo. Para isso, devemos nos livrar de todas as preocupações e ansiedades, não pensar no futuro, nem no passado, só vivendo o momento presente. Podemos andar de mãos dadas com uma criança. Caminhamos passo a passo como se fôssemos os seres mais felizes da Terra.
Embora andemos o tempo todo, nosso andar se assemelha mais a uma corrida. Quando caminhamos assim, imprimimos ansiedade e tristeza na Terra. É preciso que andemos de forma tal que só deixemos paz e serenidade sobre a Terra. Podemos todos fazer isso desde que o desejemos muito. Qualquer criança consegue fazê-lo. Se podemos dar um passo assim, poderemos dar dois, três, quatro e cinco. Quando formos capazes de dar um passo cheio de paz e felicidade, estaremos trabalhando pela causa da paz e da felicidade de toda a humanidade. A meditação andando é uma prática maravilhosa.
Quando fazemos meditação andando ao ar livre, caminhamos um pouco mais devagar do que nosso ritmo normal e coordenamos nossa respiração com nossos passos. Por exemplo, podemos dar três passos para cada inspiração e três passos para cada expiração. Podemos, então, dizer, "Inspirando. inspirando, inspirando. Expirando, expirando, expirando." Dizer "Inspirando" serve para nos ajudar a identificar a inspiração. Sempre que chamamos algo pelo seu próprio nome, estamos tornando-o mais real, como quando dizemos o nome de um amigo.
Se os seus pulmões preferem quatro passos em vez de três, dê-lhes quatro passos, por favor. Se eles querem apenas dois, dê-lhes dois. A duração da sua inspiração e da sua expiração não tem de ser a mesma. É possível, por exemplo, que você dê três passos ao inspirar e quatro ao expirar. Se você se sentir feliz, sereno e alegre enquanto caminha, é porque está se exercitando corretamente.
Esteja atento para o contato entre os seus pés e a Terra. Caminhe como se estivesse beijando a Terra com os pés. Já prejudicamos muito a Terra. Agora é a hora de cuidarmos bem dela. Trazemos nossa paz e nossa serenidade à superfície da Terra e compartilhamos a lição do amor. É tendo isso em mente que caminhamos. De quando em quando, ao ver algo bonito, podemos querer parar para contemplação - de uma árvore, uma flor, crianças brincando. Enquanto olhamos, continuamos atentos à nossa respiração, para não sermos enredados por nossos pensamentos e assim perdermos a beleza da flor. Quando quisermos voltar a andar, é só começar de novo. Cada passo que dermos criará uma brisa fresca, renovando nosso corpo e nossa mente. Cada passo fará uma flor se abrir aos nossos pés. Isso só é possível se não pensarmos no futuro nem no passado, se soubermos que a vida só pode ser encontrada no momento presente.
sábado, 10 de maio de 2014
Meditação Vipássana- Procedimentos Básicos
Vipassana, que significa ver as coisas como realmente são, é uma das mais antigas técnicas de meditação da Índia. Foi redescoberta por Buda Gautama há mais de 2500 anos e ensinada por ele como um remédio universal para males universais, ou seja, uma Arte de Viver. Essa técnica não sectária visa a total erradicação das impurezas mentais e a resultante suprema felicidade da liberação completa. A cura, não a mera cura de doenças, mas a cura essencial do sofrimento humano, é o seu propósito.
Vipassana é um caminho de autotransformação que utiliza a auto-observação. Foca a profunda interconexão entre mente e corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que, por sua vez, constituem a vida do corpo e continuamente se interconectam e permitem a vida da mente. É essa jornada de autoconhecimento baseada na observação — que objetiva a raiz comum da mente e do corpo — a responsável pela dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.
As leis científicas que regulam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações se tornam claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz ou se liberta do sofrimento. A vida começa a se caracterizar por consciência, libertação de ilusões, autocontrole e paz cada vez maiores.
Aprenda a fazer a Meditação Vipássana
Quanto mais límpida é a mente, maior o entendimento das coisas e, portanto, mais felizes nos tornamos. Buda não só postulou essa máxima como delineou o caminho para sua plena realização: a meditação vipassana – “vi” significa clareza, “passana”, ver. Em outras palavras, é a habilidade de enxergar tudo como é, ou seja,impermanentes, quer habitem o mundo interior, quer o exterior.A prática vincula-se ao budismo theravada, a mais antiga das escolas budistas, engajada há mais de 2 500 anos na preservação dos ensinamentos originais de Buda.
Atenção e concentração são os pilares do método. Para refinar essas qualidades, usa-se a respiração como âncora. É ela que ajudaa fortalecer o foco para, depois, o praticante ter condições de observar com acuidade os fenômenos transcorridos no corpo e namente, tais como dores nas costas e nas pernas, incômodos comosonolência, torpor, agitação mental e distração, além da vontadede abandonar a prática e partir para as tarefas cotidianas, segundo Cassiano Quilici, vice-presidente e cofundador da Casa de Dharma, centro de meditação budista theravada, em São Paulo. Um dos grandes méritos desse treinamento mental é o fato de ajudar o praticante a deixar de reagir automaticamente às circunstâncias, grande fonte de sofrimento. O começo é desafiador, pois a mente não está acostumada a fixar a atenção num único ponto – no caso, a respiração, que deve ser solta, fluida. Pensamentos intrusos e excessivos dificultam aimersão. É natural. “Quando isso acontecer, traga a mente de volta para o foco na respiração de maneira gentil mas firme, sem esquecer que lidar com certo desconforto faz parte do exercício”, ensina Cassiano, que acrescenta: “A vipassana fornece instrumentos para ver a realidade de maneira mais profunda. Por meio dela, passamos a perceber e a discriminar o que acontece a cada momento, além de cultivar estados mentais mais saudáveis, livres, serenos, luminosos”.
Com o tempo, assegura ele, os adeptos aprendem a receber o que chega sem julgamento, seja pensamentos, sensações, seja ideias. Também passam a compreender a natureza de certas atitudes cotidianas. Por exemplo, a intensidade do apego direcionado a certos objetos e pessoas, da agressividade, da ansiedade, dos pensamentos repetitivos, dos hábitos e padrões de comportamento perpetuados, muitas vezes, inconscientemente. A cientista social Cristina Flória, atual presidente da Casa de Dharma, se beneficia da autopercepção aguçada por décadas de prática. “A meditação gera distanciamento. A gente aprende a observar nossa conduta cotidiana, nossas emoções e projeções mentais, não se identificando com a raiva ou com a ansiedade, por exemplo, e sim compreendendo que elas são apenas criações mentais”, fala. Entre tantas descobertas egressas dessa sondagem interior aliada a estudos regulares dos textos budistas, Rafael Ortiz, médico ortopedista do Hospital das Clínicas, em São Paulo, destaca a tessitura de uma relação mais gentil consigo mesmo e com os outros, além da aceitação do fato de que a vida e os seres estão sempre se modificando. “Isso faz com que encaremos com leveza nossa falta de controle”, diz. Como toda maturação, tal aprendizado pressupõe a travessia de um caminho longo e gradual, mas que, em seu curso, fomenta o desabrochar da sabedoria. “A habilidade de perceber o que está implicado nos próprios desejos e impulsos libera o ser humano do sofrimento, fruto da ignorância, que se manifesta por meio de um jeito distorcido de perceber as coisas”, afirma Cassiano.
Procedimentos Básicos
• Sente-se com a coluna ereta e as pernas cruzadas na posição de lótus ou meia lótus. Os olhos devem permanecer fechados ou semicerrados, o queixo paralelo ao chão e os ombros relaxados. As mãos podem repousar sobre o colo ou sobre os joelhos. Isso pode ser feito em qualquer lugar. Não é necessário estar diante de um altar ou da imagem de Buda. Na vipassana, não há música de fundo ou oração inicial. Basta fechar os olhos e mxar a atenção na respiração. Simples assim.
• Observe o nuxo da respiração de maneira geral ou o seu renexo noabdômen ou na entrada das narinas. A ideia é permanecer quieto, notando o ar entrar e sair do corpo.
• Para começar, reserve de 15 a 20 minutos diários ou realize sessões de um minuto a cada hora. Essa segunda opção permite que a pessoa parcele a prática em diferentes locais e momentos do dia – no decorrer do expediente, no carro, antes ou depois das refeições –, desde que possa fechar os olhos e se concentrar.
Fonte: casa.abril.com.br
Vipassana é um caminho de autotransformação que utiliza a auto-observação. Foca a profunda interconexão entre mente e corpo, que pode ser experimentada diretamente pela atenção disciplinada às sensações físicas, que, por sua vez, constituem a vida do corpo e continuamente se interconectam e permitem a vida da mente. É essa jornada de autoconhecimento baseada na observação — que objetiva a raiz comum da mente e do corpo — a responsável pela dissolução das impurezas mentais, resultando numa mente em equilíbrio, cheia de amor e compaixão.
As leis científicas que regulam os pensamentos, sentimentos, julgamentos e sensações se tornam claras. Pela experiência direta, compreende-se a natureza de como se progride ou regride, como se produz ou se liberta do sofrimento. A vida começa a se caracterizar por consciência, libertação de ilusões, autocontrole e paz cada vez maiores.
Aprenda a fazer a Meditação Vipássana
Quanto mais límpida é a mente, maior o entendimento das coisas e, portanto, mais felizes nos tornamos. Buda não só postulou essa máxima como delineou o caminho para sua plena realização: a meditação vipassana – “vi” significa clareza, “passana”, ver. Em outras palavras, é a habilidade de enxergar tudo como é, ou seja,impermanentes, quer habitem o mundo interior, quer o exterior.A prática vincula-se ao budismo theravada, a mais antiga das escolas budistas, engajada há mais de 2 500 anos na preservação dos ensinamentos originais de Buda.
Atenção e concentração são os pilares do método. Para refinar essas qualidades, usa-se a respiração como âncora. É ela que ajudaa fortalecer o foco para, depois, o praticante ter condições de observar com acuidade os fenômenos transcorridos no corpo e namente, tais como dores nas costas e nas pernas, incômodos comosonolência, torpor, agitação mental e distração, além da vontadede abandonar a prática e partir para as tarefas cotidianas, segundo Cassiano Quilici, vice-presidente e cofundador da Casa de Dharma, centro de meditação budista theravada, em São Paulo. Um dos grandes méritos desse treinamento mental é o fato de ajudar o praticante a deixar de reagir automaticamente às circunstâncias, grande fonte de sofrimento. O começo é desafiador, pois a mente não está acostumada a fixar a atenção num único ponto – no caso, a respiração, que deve ser solta, fluida. Pensamentos intrusos e excessivos dificultam aimersão. É natural. “Quando isso acontecer, traga a mente de volta para o foco na respiração de maneira gentil mas firme, sem esquecer que lidar com certo desconforto faz parte do exercício”, ensina Cassiano, que acrescenta: “A vipassana fornece instrumentos para ver a realidade de maneira mais profunda. Por meio dela, passamos a perceber e a discriminar o que acontece a cada momento, além de cultivar estados mentais mais saudáveis, livres, serenos, luminosos”.
Com o tempo, assegura ele, os adeptos aprendem a receber o que chega sem julgamento, seja pensamentos, sensações, seja ideias. Também passam a compreender a natureza de certas atitudes cotidianas. Por exemplo, a intensidade do apego direcionado a certos objetos e pessoas, da agressividade, da ansiedade, dos pensamentos repetitivos, dos hábitos e padrões de comportamento perpetuados, muitas vezes, inconscientemente. A cientista social Cristina Flória, atual presidente da Casa de Dharma, se beneficia da autopercepção aguçada por décadas de prática. “A meditação gera distanciamento. A gente aprende a observar nossa conduta cotidiana, nossas emoções e projeções mentais, não se identificando com a raiva ou com a ansiedade, por exemplo, e sim compreendendo que elas são apenas criações mentais”, fala. Entre tantas descobertas egressas dessa sondagem interior aliada a estudos regulares dos textos budistas, Rafael Ortiz, médico ortopedista do Hospital das Clínicas, em São Paulo, destaca a tessitura de uma relação mais gentil consigo mesmo e com os outros, além da aceitação do fato de que a vida e os seres estão sempre se modificando. “Isso faz com que encaremos com leveza nossa falta de controle”, diz. Como toda maturação, tal aprendizado pressupõe a travessia de um caminho longo e gradual, mas que, em seu curso, fomenta o desabrochar da sabedoria. “A habilidade de perceber o que está implicado nos próprios desejos e impulsos libera o ser humano do sofrimento, fruto da ignorância, que se manifesta por meio de um jeito distorcido de perceber as coisas”, afirma Cassiano.
Procedimentos Básicos
• Sente-se com a coluna ereta e as pernas cruzadas na posição de lótus ou meia lótus. Os olhos devem permanecer fechados ou semicerrados, o queixo paralelo ao chão e os ombros relaxados. As mãos podem repousar sobre o colo ou sobre os joelhos. Isso pode ser feito em qualquer lugar. Não é necessário estar diante de um altar ou da imagem de Buda. Na vipassana, não há música de fundo ou oração inicial. Basta fechar os olhos e mxar a atenção na respiração. Simples assim.
• Observe o nuxo da respiração de maneira geral ou o seu renexo noabdômen ou na entrada das narinas. A ideia é permanecer quieto, notando o ar entrar e sair do corpo.
• Para começar, reserve de 15 a 20 minutos diários ou realize sessões de um minuto a cada hora. Essa segunda opção permite que a pessoa parcele a prática em diferentes locais e momentos do dia – no decorrer do expediente, no carro, antes ou depois das refeições –, desde que possa fechar os olhos e se concentrar.
Fonte: casa.abril.com.br
Assinar:
Postagens (Atom)






